Trump autoriza ofensiva cibernética contra organizações criminosas; PCC e CV podem ser alvos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um memorando de segurança nacional que autoriza o uso de ferramentas cibernéticas contra organizações criminosas transnacionais que atuam fora do território americano. A medida amplia a estratégia de combate ao crime organizado e poderá atingir grupos brasileiros como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
O programa permitirá que agências federais dos EUA utilizem operações digitais para monitorar, interromper, degradar ou até destruir sistemas de informação utilizados por organizações criminosas. Empresas privadas especializadas também poderão participar das ações, desde que sejam previamente autorizadas e atuem sob supervisão do governo americano.
A iniciativa ganha peso no caso brasileiro porque PCC e CV foram classificados pelo governo Trump como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados. A decisão passou a valer em junho e abriu caminho para uma série de medidas contra as estruturas financeiras e logísticas das duas facções.
Segundo as informações divulgadas sobre o novo programa, as operações poderão envolver coleta de inteligência e ações ofensivas contra sistemas digitais ligados às organizações criminosas. O objetivo declarado por Washington é combater redes envolvidas com tráfico de drogas, extorsão, fraudes, ransomware e outros crimes transnacionais.
Apesar de PCC e CV aparecerem entre os grupos que podem ser alcançados pela nova política, a autorização não significa que uma operação contra as facções brasileiras já tenha sido determinada. O governo americano ainda deverá estabelecer critérios para seleção das empresas, regras de atuação e mecanismos de supervisão nos próximos 60 dias.
A decisão representa mais um passo na escalada da política de Trump contra organizações criminosas estrangeiras e aumenta a atenção sobre a atuação internacional das maiores facções brasileiras.