Brasil volta ao topo do ranking de maior juro real do mundo

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O Brasil voltou a ocupar a primeira posição no ranking mundial de juros reais, mesmo após o Banco Central reduzir a taxa Selic para 13,75% ao ano. O levantamento é da MoneYou em parceria com a Lev Intelligence e foi divulgado após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (16).

Pelo cálculo, que considera a taxa básica de juros descontada da inflação projetada para os próximos 12 meses, o juro real brasileiro ficou em 8,45% ao ano. A inflação esperada para o período é de 4,71%, segundo o relatório Focus do Banco Central.

Com o resultado, o Brasil aparece à frente da Rússia, com 6,79%, da Colômbia, com 6,33%, e da Turquia, com 6,25%. A média dos 40 países analisados no levantamento é de 1,62%.

O corte de 0,25 ponto percentual foi o quinto consecutivo promovido pelo Copom. Desde março, a Selic acumula redução de 1,25 ponto percentual. Ainda assim, o Banco Central manteve uma postura cautelosa, destacando a necessidade de acompanhar a evolução da inflação e das expectativas.

Apesar da liderança no juro real, o Brasil não ocupa a primeira posição quando são consideradas apenas as taxas nominais. Nesse ranking, a Selic de 13,75% deixa o país em quarto lugar, atrás de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (14%).

A diferença entre os dois rankings ocorre porque o juro real leva em conta a inflação. Assim, uma taxa nominal elevada pode resultar em juro real menor quando a inflação projetada também é alta.

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