Caixa e Banco do Brasil amanhecem de portas fechadas; negociações não avançam
As agências da Caixa Econômica Federal e de parte do Banco do Brasil amanheceram de portas fechadas nesta quinta-feira (10), após o fracasso das negociações entre os bancos públicos e os representantes dos trabalhadores. A paralisação ocorre por tempo indeterminado e é motivada principalmente pelo impasse envolvendo os acordos coletivos e o custeio dos planos de saúde.
Na Caixa, a greve tem alcance nacional. A proposta apresentada pela instituição foi rejeitada por cerca de 90% dos trabalhadores nas assembleias, e 93 bases sindicais aprovaram a paralisação. Outras 35 bases rejeitaram a proposta, mas optaram pela continuidade das negociações.
O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa. A proposta previa aumento da contribuição dos empregados e dos valores pagos por dependentes, o que provocou forte reação da categoria. As negociações foram reabertas, mas não houve acordo capaz de impedir o início da greve.
Banco do Brasil também tem paralisação
No Banco do Brasil, a situação é diferente. A paralisação não ocorre em todo o país, já que 39 sindicatos aprovaram o acordo apresentado pelo banco. Outros 60 rejeitaram a proposta e decidiram pela retomada das negociações, enquanto 27 sindicatos aprovaram greve por tempo indeterminado.
Na reabertura das negociações, o Banco do Brasil manteve a proposta anterior e informou que não pretende avançar nas principais reivindicações da categoria.
Com as agências afetadas pela paralisação, os bancos orientam os clientes a utilizarem os canais digitais, aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos e Pix para realizar pagamentos e outras operações disponíveis.
A expectativa agora é de novas rodadas de negociação para tentar colocar fim ao movimento e normalizar o atendimento presencial.