CNI, Fiesp e outras entidades empresariais cobram sessão pública e resposta urgente do STF à crise

Brasil

Cerca de 3 mil entidades empresariais de diferentes setores e regiões do Brasil divulgaram nesta quarta-feira (9) um manifesto cobrando uma resposta rápida do Supremo Tribunal Federal (STF) diante da crise institucional que envolve a Corte. A mobilização é liderada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e reúne, entre outras entidades, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a CACB, a Facesp e a Fecomercio-SP.

O documento, denominado “Manifesto à Nação Brasileira”, pede que o Plenário do STF examine os fatos relacionados à crise em sessão pública, com urgência e sem corporativismo. As entidades afirmam que o momento exige transparência, imparcialidade e uma atuação institucional capaz de recuperar a confiança da sociedade na Justiça.

Segundo os signatários, o Brasil atravessa uma “crise institucional de extrema gravidade”, cujo epicentro está no próprio Supremo. O texto sustenta que não há Estado de Direito sem magistrados submetidos a padrões elevados de integridade e defende que os fatos sejam apurados de forma transparente.

A mobilização ocorre em meio aos desdobramentos do caso Banco Master e à crise envolvendo ministros do STF, além do conflito institucional relacionado ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça.

As entidades afirmam representar aproximadamente 90% do PIB brasileiro e mais de 40 milhões de empregos, reforçando o peso econômico do movimento. O manifesto também demonstra preocupação com os efeitos da crise sobre a segurança jurídica, a confiança institucional e o ambiente de negócios.

O documento cobra, sobretudo, que o Supremo dê uma resposta “sem subterfúgios e sem corporativismo” e que a análise dos fatos ocorra de maneira pública. Para o setor empresarial, a demora na definição de uma resposta institucional tende a ampliar o desgaste e o descrédito das instituições.

A iniciativa da Fiesp ganhou adesão de entidades que inicialmente demonstravam cautela devido ao período eleitoral e ao risco de que o manifesto fosse interpretado como uma manifestação político-partidária.

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