MP Eleitoral cobra partidos e recomenda medidas para evitar infiltração de facções em candidaturas de 2026
O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) recomendou que os partidos políticos adotem medidas de controle e fiscalização para impedir a infiltração de facções criminosas nas candidaturas das eleições de 2026. O documento foi encaminhado aos diretórios nacionais das legendas, que terão prazo de dez dias úteis para informar quais ações de segurança e integridade estão sendo implementadas.
A recomendação foi elaborada pelo Grupo de Trabalho de Combate ao Crime Organizado no Âmbito Eleitoral e propõe a criação de protocolos internos para identificar possíveis vínculos entre filiados, pré-candidatos e organizações criminosas. Entre as medidas sugeridas estão a exigência de certidões criminais da Justiça Estadual e Federal e a implantação de comissões de sindicância ética para avaliar o histórico social, os vínculos territoriais e a compatibilidade entre patrimônio e renda dos pré-candidatos.
Segundo o Ministério Público Eleitoral, a presença de integrantes de facções no processo eleitoral representa uma ameaça à democracia, à soberania popular e à segurança nacional. O órgão também orienta que os partidos comuniquem imediatamente às autoridades eleitorais qualquer indício de financiamento ou interferência de grupos criminosos em campanhas, permitindo a abertura de investigações.
A iniciativa está alinhada ao entendimento consolidado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que passou a vedar candidaturas de integrantes de organizações paramilitares ou grupos criminosos semelhantes. Com base nessa jurisprudência, o MP Eleitoral afirma já ter atuado para barrar candidaturas ligadas ao crime organizado em eleições anteriores e reforça que a prevenção por parte dos partidos será essencial para garantir a lisura do pleito de 2026.