Gastos da União encostam no pico da pandemia e atingem R$ 2,6 trilhões

Brasil

As despesas da União alcançaram R$ 2,6 trilhões nos 12 meses encerrados em maio de 2026, aproximando-se do maior patamar já registrado durante a pandemia de Covid-19. Os dados constam no Relatório do Tesouro Nacional e refletem a expansão dos gastos públicos em meio ao aumento das despesas obrigatórias e à ampliação de programas governamentais.

Segundo o levantamento, o volume de gastos representa um dos níveis mais elevados da série histórica, ficando próximo do pico observado em 2020, quando o governo federal adotou medidas extraordinárias para enfrentar os impactos econômicos e sociais da pandemia.

Entre os principais fatores que impulsionaram as despesas estão o crescimento dos gastos com Previdência Social, benefícios assistenciais, pessoal, transferências constitucionais e programas sociais, além do aumento das despesas financeiras.

Especialistas destacam que o avanço das despesas obrigatórias reduz o espaço para investimentos e amplia a pressão sobre as contas públicas. O cenário também reforça os desafios do governo para cumprir as metas fiscais e estabilizar a trajetória da dívida pública.

Apesar da elevação dos gastos, a equipe econômica afirma que continuará buscando o equilíbrio das contas públicas por meio do controle das despesas, aumento da arrecadação e revisão de incentivos fiscais.

O comportamento das despesas da União será acompanhado de perto pelo mercado financeiro e por analistas, já que influencia diretamente indicadores como o resultado primário, a dívida pública e a percepção de risco do país.

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