Eleição no Peru é marcada por disputa voto a voto entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez
O Peru vive mais um capítulo de sua instabilidade política com a eleição presidencial de 2026. O segundo turno, realizado neste domingo (7), colocou frente a frente a candidata de direita Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez, em uma disputa extremamente acirrada.
As primeiras projeções divulgadas após o fechamento das urnas apontaram empate técnico entre os dois candidatos. Uma contagem rápida do instituto Ipsos indicou vantagem mínima para Sánchez, com 50,3% dos votos contra 49,7% de Fujimori. Já a apuração oficial parcial chegou a mostrar leve vantagem para a candidata conservadora, demonstrando o equilíbrio da disputa.
A eleição ocorre em meio a uma profunda crise política. O país já teve oito presidentes na última década e agora se prepara para empossar seu nono chefe de Estado em dez anos. A instabilidade institucional, o aumento da criminalidade e a desconfiança da população em relação aos políticos dominaram o debate eleitoral.
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, defende políticas de combate ao crime e incentivo aos investimentos privados. Já Roberto Sánchez, ex-ministro do governo de Pedro Castillo, propõe maior participação do Estado na economia, reformas constitucionais e fortalecimento das regiões mais pobres do país.
No primeiro turno, realizado em abril, nenhum candidato alcançou os 50% dos votos necessários para vencer. Fujimori liderou com cerca de 17% dos votos válidos, enquanto Sánchez ficou em segundo lugar com aproximadamente 12%, garantindo vaga no segundo turno.
A expectativa é que o resultado oficial seja conhecido após a conclusão da contagem e eventual análise de recursos eleitorais, em uma eleição que reflete a forte polarização e o descontentamento dos peruanos com a classe política.