Saiba o que disseram testemunhas à polícia sobre discussão que terminou em morte na saída do 'Soul João'
A Justiça decretou nesta segunda-feira (22) a prisão preventiva do empresário Christian Medeiros Veiga Dantas Costa, acusado de matar Rubens Fernando da Costa Filho na saída da festa Soul João realizada na zona rural de Lagoa Seca nesse domingo (21). Depoimentos prestados à Polícia Civil detalham a sequência de acontecimentos que antecedeu o crime e apontam que a vítima foi surpreendida quando já deixava o evento.
Segundo a médica Cinthya Alves, namorada de Rubens, a confusão começou após a chegada da médica Larissa Maria, ex-companheira da vítima e atual namorada do acusado. Ela afirmou que Larissa se aproximou repetidamente do grupo durante a festa.
“Larissa buscou reiteradamente chamar a atenção da depoente e de Rubinho, com o nítido propósito de provocar confusões e desavenças, sendo que o casal optou por ignorar tais investidas”, relatou à Polícia Civil.
Ainda de acordo com Cinthya, já no fim da festa, Christian abordou Rubens e iniciou as agressões físicas.
“Christian iniciou agressões físicas contra Rubinho, desferindo-lhe socos, atingindo também a depoente e outras pessoas presentes”, declarou. Ela afirmou ter sido atingida por um soco no rosto e disse que sua irmã, Camylla, também foi agredida. A testemunha relatou que a briga foi encerrada por seguranças e populares e que, após a confusão, o grupo caminhou em direção à saída do evento.
A irmã de Cinthya, a cirurgiã-dentista Camylla Alves, apresentou versão semelhante. Segundo ela, a discussão teve início por causa de provocações relacionadas ao antigo relacionamento entre Rubens e Larissa.
“Larissa iniciou uma discussão com Cinthya, motivada por ciúmes do antigo vínculo desta com Rubinho. Durante todo o período, Larissa manteve uma postura provocativa, procurando incitar uma confusão”, afirmou.
Camylla relatou que foi surpreendida por um soco desferido por Christian e que, após a intervenção de terceiros, todos seguiram em direção à saída da festa. Pouco depois, ouviram os disparos.
“Quando nos aproximávamos do portal de saída, ouvimos sons de estampidos. Num primeiro momento não conseguimos identificar. Em seguida nos deparamos com Rubinho caído ao solo, apresentando sinais de óbito”, declarou. A testemunha acrescentou que viu Christian correndo logo após os tiros e que ele acabou interceptado por policiais militares que estavam nas proximidades
O depoimento mais detalhado sobre o momento dos disparos foi prestado por Temístocles Marinho, amigo da vítima. Ele afirmou que Rubens já havia deixado a área da festa e seguia para casa quando foi alcançado pelo acusado.
“Enquanto nos dirigíamos à área de dispersão do evento, reencontrei Rubens nas imediações do portal de saída, acompanhado de sua namorada. Naquele momento, vi Christian se aproximar rapidamente. Ao aproximar-se, sacou uma arma de fogo e efetuou diversos disparos contra Rubens, que caiu ao solo de forma instantânea, sem esboçar reação defensiva”, relatou.
Segundo Temístocles, após os tiros, Christian fugiu em direção ao estacionamento da festa.
“Christian empreendeu fuga logo em seguida, momento em que pedi ajuda aos presentes, gritando para que o contivessem, pois acabara de presenciar o homicídio de um amigo”, afirmou. Ele também declarou que Rubens não costumava se envolver em brigas e que o desentendimento daquela noite estava relacionado ao relacionamento anterior da vítima com Larissa.
Outra testemunha, Robert Douglas, amigo de infância de Rubens, afirmou que a discussão ocorrida dentro da festa já havia terminado quando o crime aconteceu.
“Depois da briga, o depoente não teve contato com Rubens ou Christian dentro da festa. Terminada a festa, próximo das 6h, viu Christian vindo em sua direção e, de imediato, partindo para Rubens e efetuando mais de um disparo. Rubens vinha caminhando normalmente e foi atingido pelos disparos sem nenhuma defesa”, relatou.
Robert também declarou que, no momento dos tiros, não havia qualquer nova discussão entre os envolvidos.
“Quando ocorreu o homicídio não havia mais brigas ou discussões. Christian atirou sem chances de defesa para Rubens”, afirmou à Polícia Civil.
Fonte: Maurílio Júnior