Diretor do Trauminha entrega cargo após exoneração da esposa na Prefeitura de João Pessoa

Paraíba

O médico Alexandre César anunciou nesta sexta-feira (10) sua saída da direção do Complexo Hospitalar de Mangabeira, o Trauminha, em João Pessoa. A decisão foi comunicada por meio de uma carta divulgada após a exoneração da médica Laís Pinto, sua esposa, dos quadros da administração municipal durante a semana.

No texto, Alexandre César afirmou que encerra um ciclo de cinco anos à frente da unidade hospitalar e destacou avanços registrados durante o período. Ele citou a ampliação dos atendimentos e o trabalho realizado por profissionais de saúde, servidores e colaboradores do hospital.

Ao justificar a decisão, o médico relacionou sua saída à exoneração da esposa. “Ela nasce da compreensão de que eu e minha esposa, Laís Pinto, compartilhamos o mesmo ideal de vida: cuidar de pessoas com dedicação, ética e compromisso. Entendo, embora não concorde, que, em determinados momentos, circunstâncias de natureza político-partidária ou relações de proximidade pessoal possam influenciar decisões administrativas. Respeito as decisões tomadas, mas continuo acreditando que o serviço público alcança sua melhor expressão quando critérios técnicos, resultados, mérito e compromisso com a população prevalecem”, afirmou.

Em outro trecho, Alexandre César declarou que não vê motivo para permanecer na gestão após a saída da esposa. “Por isso, com serenidade e consciência tranquila, compreendo que este é o momento de seguir um novo caminho. Onde não houve espaço para reconhecer o trabalho, a dedicação e a competência da minha esposa, também não encontro mais sentido em permanecer. Somos movidos pelos mesmos valores, pelo mesmo propósito e pela mesma missão de servir”, registrou.

Na mensagem, o médico também agradeceu aos profissionais que atuaram no Complexo Hospitalar de Mangabeira e afirmou que continuará exercendo a medicina fora da administração pública. “Porque compreendi, há muito tempo, que para cuidar de vidas não é necessário ocupar um cargo. É necessário ter propósito. E esse propósito ninguém é capaz de exonerar”, concluiu.

Fonte: Maurílio Júnior

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