As duas razões para a hesitação de Bruno Cunha Lima quanto ao 2º voto do Senado
Pare e perceba. Das grandes lideranças políticas do Estado, ou que estão com as principais canetas administrativas paraibanas, o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (UB), é a única que ainda não anunciou uma posição com relação ao segundo voto para o Senado Federal. Na última segunda-feira (17) o prefeito Léo Bezerra (PSDB), de João Pessoa, colocou um ponto final nesse tema.
A hesitação do prefeito, contudo, tem duas razões.
É que pela lógica política, conjuntura e pelas afinidades ideológicas Bruno possui nesse momento três possibilidades: o apoio a Marcelo Queiroga (PL), companheiro de chapa de Efraim Filho (PL); apoiar o pai do deputado Hugo Motta (Republicanos), o ex-prefeito Nabor Wanderley (Republicanos); ou liberar seus comandados para o segundo voto.
O prefeito, lembremos, apoia há tempos o projeto de reeleição do senador Veneziano Vital (MDB). Não necessariamente por questões ideológicas, mas pela importância e dimensão que Veneziano teve para a sua reeleição na prefeitura e do ponto de vista administrativo para a gestão.
Ao olhar para o horizonte e procurar uma definição para o segundo voto, o prefeito tem encontrado pelo caminho a senadora Daniella Ribeiro (PP) - suplente de Nabor; e uma memória não apagada das eleições de 2024, quando o PL de Marcelo Queiroga decidiu ter candidatura própria em Campina Grande e dificultou a reeleição de Bruno no primeiro turno. A terceira hipótese, de 'liberar o voto', é ainda mais remota.
Os dois pontos, portanto, têm pesado na avaliação que Bruno tem feito antes de anunciar um posicionamento.
Para a definição, porém, Bruno precisará ter como bússola a sucessão de 2028 e, claro, o seu próprio futuro político a partir do momento em que deixar a prefeitura.
Fonte: Pleno Poder/Jornal da Paraíba