“Bondades” de Lula chegam a R$ 215 bi no ano eleitoral; 96% ficam fora do arcabouço fiscal

Brasil

Um levantamento do economista Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper, aponta que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, entre janeiro e maio de 2026, 33 medidas que somam R$ 215 bilhões em aumento de gastos e redução de receitas, sendo que 96% desse valor estaria fora das regras do arcabouço fiscal.

Segundo a análise, os recursos foram direcionados para programas de crédito subsidiado, renegociação de dívidas, incentivos ao consumo, habitação, combustíveis e outras ações de impacto social e econômico. Como grande parte dessas iniciativas não entra diretamente no cálculo da meta fiscal, o efeito mais visível aparece no aumento da dívida pública.

Especialistas críticos à estratégia afirmam que a ampliação de gastos e subsídios em ano eleitoral pode elevar pressões inflacionárias, dificultar a queda dos juros e aumentar o endividamento do governo no médio prazo.

Por outro lado, o Ministério da Fazenda sustenta que as medidas fazem parte de uma política econômica desenvolvida desde o início do mandato e que incluem ações estruturais e programas voltados ao crescimento econômico, geração de emprego e apoio às famílias. A pasta nega que os anúncios tenham caráter meramente eleitoral.

O debate ocorre em meio à preparação para as eleições de 2026 e reacende discussões sobre os limites do arcabouço fiscal, a expansão do crédito público e os impactos das políticas de estímulo sobre as contas públicas brasileiras.

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