“Baixar a bola”: ministros de Lula recebem orientações para o 2º turno
Ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniram na noite desta terça-feira (6), em Brasília, para discutir as estratégias da campanha presidencial no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). O encontro ocorreu na casa do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, e contou com integrantes do governo e da coordenação eleitoral.
Segundo informações do Metrópoles, a reunião começou por volta das 18h30 e terminou aproximadamente às 22h30. Entre os participantes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, além de Jorge Messias, Sidônio Palmeira, Margareth Menezes, Mauro Vieira, Guilherme Boulos, Edinho Silva e Gilberto Carvalho.
De acordo com relatos obtidos pela publicação, Boulos levou aos ministros uma mensagem de Lula com uma orientação direta: “baixar a bola” e interpretar com atenção o resultado das urnas no primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou à frente do petista.
A recomendação foi de adotar uma postura de humildade e evitar qualquer sinal de confiança excessiva. A avaliação apresentada aos aliados é de que o resultado exige cautela e uma atuação mais intensa durante as próximas semanas.
Busca pelo eleitor de centro
Outro ponto discutido durante o jantar foi a necessidade de ampliar o diálogo com eleitores que não estão identificados com os polos mais radicalizados da disputa.
A estratégia inclui a aproximação com setores de centro e da direita, inclusive antigos eleitores do PSDB, além da mobilização mais intensa da militância petista.
Os ministros também receberam a orientação de ampliar a articulação com prefeitos, vereadores, lideranças políticas e influenciadores para fortalecer a rede de apoio à candidatura de Lula nos estados e nas redes sociais.
Ministros terão “missões diárias”
Durante o encontro, ficou estabelecido que os integrantes do governo terão “missões diárias”, com definição de tarefas e da linha de comunicação a ser adotada pela campanha.
A orientação também é que os ministros não tirem férias durante o período eleitoral e aproveitem as agendas oficiais para divulgar ações e entregas do governo.
Além das cobranças, o jantar serviu para reforçar a mobilização do grupo e organizar a atuação dos ministros na nova etapa da disputa presidencial.