Campina Grande: oposição diz que votação da LDO na Câmara foi ilegal e anuncia recurso
A aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 na Câmara Municipal de Campina Grande continua repercutindo. Após a votação realizada nesta terça-feira (30), a bancada de oposição afirmou que o processo ocorreu de forma "ilegal" e informou que recorrerá da decisão.
O líder da oposição, vereador Pimentel Filho (PSB), declarou que a votação ocorreu sem amparo no Regimento Interno da Casa e anunciou que será apresentado um pedido de revisão dentro do prazo regimental de dez dias. Segundo o parlamentar, o objetivo é garantir a legalidade da tramitação de uma das principais matérias orçamentárias do município.
A sessão foi marcada por impasses entre situação e oposição. Logo após a abertura dos trabalhos, vereadores da base governista solicitaram a suspensão da sessão. Durante a interrupção, os parlamentares da oposição deixaram o plenário em protesto, alegando irregularidades na condução dos trabalhos. Mesmo com a saída da bancada oposicionista, a votação foi retomada e o projeto da LDO acabou aprovado pelos vereadores da situação.
O vice-presidente da Câmara, Luciano Breno, que presidia a sessão, afirmou que a suspensão ocorreu em respeito aos parlamentares da oposição que estavam ausentes. Já o líder da situação, Alexandre do Sindicato, criticou a retirada dos oposicionistas, afirmando que a votação transcorreu normalmente e lamentando que eles tenham deixado o plenário justamente quando seria apreciada uma emenda apresentada por uma vereadora da própria oposição.
A LDO estabelece as metas e prioridades da administração municipal para o próximo exercício e serve de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). Agora, a oposição pretende contestar oficialmente a validade da votação com base no Regimento Interno da Câmara.