Epidemia de gripe: 'É um ano atípico, com um pico precoce de influenza', diz infectologista
Não é impressão sua. Não são só as crianças que você conhece que estão faltando às aulas, ou só no seu trabalho que todo mundo anda tossindo e com dor no corpo. Estamos em plena epidemia anual de gripe. E, esse ano, tudo está pior.
Os números comprovam: segundo o último boletim Infogripe, da Fiocruz, “todas as unidades federativas apresentam alta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)”. Os culpados são o vírus influenza e o vírus sincicial respiratório (VSR).
Assim, os municípios que ainda não haviam ampliado a vacinação para todos os maiores de 6 meses, como São Paulo, estão fazendo. A capital paulista abriu ontem a imunização para todos.
O infectologista, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e secretário do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri, concorda que 2026 tem sido um ano atípico para a gripe, explica o que aconteceu de diferente e dá as dicas sobre a vacinação.
A campanha de vacinação contra gripe começou em 28 de março, mas na maior parte do país, seguindo orientação do Ministério da Saúde, era só para os grupos prioritários, por que?
70% a 80% dos óbitos, a depender do ano, acontecem nos grupos prioritários. Quando você olha para os números de mortes, essas são as principais vítimas, por isso se foca e se insiste muito nas coberturas desses grupos.
Fonte: O Globo