Exercício físico deve entrar na lista de prescrições médicas para proteger a saúde cerebral

Brasil Redação Resumo PB
Exercício físico deve entrar na lista de prescrições médicas para proteger a saúde cerebral

A prática de exercícios físicos pode ganhar um papel ainda mais importante na medicina: o de uma verdadeira prescrição para proteger a saúde cerebral. Cada vez mais, pesquisas científicas apontam que manter o corpo ativo também beneficia diretamente o cérebro, contribuindo para a memória, a concentração, o raciocínio e o equilíbrio emocional.

A recomendação ganhou força com a atualização das diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicada em setembro de 2026. O documento recomenda a atividade física como estratégia para reduzir o risco de declínio cognitivo em adultos com funções cerebrais preservadas. Para pessoas com comprometimento cognitivo leve, a orientação também pode ser considerada, embora as evidências sejam menos conclusivas.

Uma revisão científica publicada no British Journal of Sports Medicine reuniu 133 revisões sistemáticas, envolvendo 2.724 ensaios clínicos e aproximadamente 258 mil participantes. Os resultados apontaram benefícios dos exercícios para a cognição geral, a memória e as funções executivas, responsáveis por habilidades como planejamento, tomada de decisões e controle da atenção.

Aeróbicos e musculação entram na recomendação

Entre as atividades que podem contribuir para a saúde cerebral estão caminhadas, corridas, ciclismo, natação e exercícios de fortalecimento muscular. Práticas como ioga e tai chi também podem fazer parte da rotina.

A orientação é que a atividade seja adaptada à idade, às condições físicas e às necessidades de cada pessoa. Para adultos, as recomendações gerais da OMS incluem de 150 a 300 minutos semanais de exercícios aeróbicos de intensidade moderada, além de atividades de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias da semana.

A proposta é ampliar a compreensão de que o exercício físico não deve ser visto apenas como uma ferramenta para emagrecimento ou prevenção de doenças cardiovasculares, mas também como um investimento na preservação das capacidades cerebrais ao longo da vida.

Embora não exista garantia de que a atividade física impeça o desenvolvimento de demências, as evidências reforçam que manter o corpo em movimento é uma das estratégias importantes para promover o envelhecimento saudável.

Compartilhar: