Flávio Bolsonaro anuncia voto a favor do fim da escala 6x1
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta terça-feira (13) que votará a favor da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A declaração representa uma mudança de posicionamento após meses de críticas à medida, que está em discussão no Senado Federal.
Anteriormente, Flávio classificou a proposta como “inoportuna” e “eleitoreira”, além de questionar os possíveis impactos da redução da jornada sobre as empresas e o mercado de trabalho. Agora, o parlamentar afirmou que decidiu apoiar a iniciativa por considerar que ela atende à vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros.
“Estou rodando o país, e a maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6x1. Então vou votar a favor do fim da 6x1”, declarou o senador.
Apesar de manifestar apoio à proposta, Flávio defendeu maior flexibilidade na organização das jornadas de trabalho, para que empregados possam negociar seus horários.
Governo deverá arcar com custos, diz Flávio
O candidato também afirmou que, caso a mudança seja aprovada, o governo deverá assumir os custos adicionais para compensar as empresas. Segundo ele, os empresários enfrentam dificuldades financeiras e precisariam de apoio para se adaptar às novas regras.
Flávio, no entanto, não apresentou detalhes sobre como essa compensação seria financiada nem estimativas dos gastos públicos envolvidos.
O que prevê o fim da escala 6x1
A escala 6x1 é um regime em que o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias e tem direito a um dia de descanso. A proposta em discussão prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de folga por semana, sem redução salarial.
A implementação seria gradual, começando com a redução para 42 horas semanais e chegando a 40 horas após o período de transição previsto no texto.
A discussão ocorre em meio à disputa do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. O fim da escala 6x1 tornou-se um dos temas centrais do debate político, com divergências entre governo e oposição sobre os efeitos econômicos e trabalhistas da medida.