Fachin se reúne com diretor da PF nesta terça para discutir menções a ministros do STF no caso Master

Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se reúne nesta terça-feira (13) com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para discutir informações relacionadas a ministros da Corte nas investigações sobre o Banco Master. O encontro foi solicitado pela PF, que pretende apresentar os elementos identificados durante a análise de aparelhos celulares apreendidos na investigação.

O material foi extraído dos celulares de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e de Fabiano Zettel, cunhado do empresário. A expectativa é que a corporação apresente de forma organizada as informações que fazem referência a integrantes do Supremo, permitindo a avaliação dos possíveis encaminhamentos institucionais.

Em ofício encaminhado à Polícia Federal no início de outubro, Fachin defendeu que eventuais fatos envolvendo ministros do STF sejam apurados integralmente, sem distinção entre as pessoas mencionadas. O presidente da Corte também afirmou que dará os encaminhamentos necessários após receber o conjunto de informações.

Menções a ministros ampliam tensão no Supremo

O caso ganhou repercussão após a divulgação de mensagens e documentos que mencionam ministros do STF e pessoas de suas relações. Entre os episódios relatados estão mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, além de referências a familiares de outros integrantes da Corte.

As menções, contudo, envolvem circunstâncias distintas e não representam, por si só, comprovação de irregularidades ou de participação em crimes.

As investigações também provocaram divergências entre ministros sobre a condução dos procedimentos e o tratamento das informações reunidas pela Polícia Federal. Parte dos integrantes do Supremo defende que todos os elementos relacionados a membros da Corte sejam examinados de maneira uniforme.

Próximos passos

A reunião deverá permitir que Fachin tenha acesso às informações reunidas pela PF e avalie as providências cabíveis. Entre as possibilidades discutidas nos bastidores está o encaminhamento dos elementos à Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por avaliar eventuais medidas na esfera criminal envolvendo autoridades com foro por prerrogativa de função.

O conteúdo dos documentos e as decisões posteriores deverão definir os próximos passos do caso. Até que haja análise formal dos elementos pelas instâncias competentes, as referências a ministros e familiares devem ser tratadas como informações sob apuração, sem antecipar conclusões sobre responsabilidades individuais.

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