Se eu cair, cai todo mundo, teria dito Livânia ao governador João Azevedo

Se eu cair, cai todo mundo, teria dito Livânia ao governador João Azevedo

Em delação ao Ministério Público da Paraíba, a ex-secretária Livânia Farias disse que tentou deixar o cargo na Administração estadual após a posse de João Azevedo. Segundo ela, João teria implorado para que não o -abandonasse-. 

-Pelo amor de Deus, não faça isso! Fique pelo menos 01 ano-, teria pedido João Azevedo e concordado Livânia.

Livânia disse que sua permanência no governo voltou a ficar em -xeque- com a prisão do assessor Leandro Nunes, flagrado nas investigações da Operação Calvário, recebendo em um hotel no Rio de Janeiro uma caixa de vinho contendo quase R$ 1 milhão. -Quando saiu a prisão de Leandro, fui mais uma vez e disse a João Azevedo: Eu já estou complicada demais, não sei qual a parte que vocês não entenderam ainda, se eu cair, cai todo mundo, então resolva o problema dos meus cheques-.

Ainda com dívidas de campanha para serem pagas e com cheques pessoais entregues a um agiota para a captação de recursos para a campanha eleitoral, Livânia Farias disse que, no governo de João Azevedo foi tramado -esquema-, através da licitação para a construção de um presídio, envolvendo um construtor identificado como -Alexandre Mozinho-, dono da empresa Contermica, que seria o interlocutor do agiota da organização criminosa.

-Me procurou e disse que os dois cheques ficariam revolvidos caso ele ganhasse a licitação do presídio-, afirmou.

Livânia Farias disse que, pessoalmente, solicitou de João Azevedo encaminhamento na Suplan para que a construtora de -Alexandre Mozinho- ganhasse a referida licitação, que João Falou com a pessoa na Suplan, mas não soube apontar o resultado da tratativa.

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