Rede colaborativa tem ajudado laboratório da UEPB a elevar produção de máscaras

Rede colaborativa tem ajudado laboratório da UEPB a elevar produção de máscaras

O trabalho tem consumido todas as 24 horas do dia no Núcleo de Tecnologias Estratégicas em Saúde (Nutes), da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A missão do grupo tem sido a produção de protetores faciais para serem usados por profissionais da saúde, na Paraíba. A equipe, que hoje soma 15 pessoas, tem conseguido a colaboração de gente interessada em disponibilizar tempo e insumos para ajudar a confeccionar os equipamentos destinados a proteger quem trabalha para salvar vidas.

O protetor facial, desenvolvido pelo engenheiro Rodolfo Castelo Branco (coordenador técnico) e pela coordenadora do LT3D, Yasmyne Martins, deve ser usado para a proteção das máscaras, principalmente a N95. “Com esse protetor os profissionais de saúde poderão usar as máscaras N95 por mais tempo na luta contra o Covid-19, pois vai funcionar como um protetor destas máscaras, que já começam a faltar no mercado”, destacou Yasmyne Martins.


O grupo conseguiu agregar a participação de pessoas com impressoras 3D à disposição e dispostas a ajudar. “Passamos o arquivo de impressão e essas pessoas estão imprimindo o equipamento em Princesa Isabel, Patos, João Pessoa e aqui em Campina Grande”, disse o professor Misael Morais. O custo de cada uma das máscaras é de R$ 6 e elas são entregues gratuitamente aos profissionais de saúde. O insumos para a produção estão sendo custeados através de doações.

O professor Mizael explicou que a produção poderia ter grande impulso, mas para isso seriam necessárias máquinas injetoras. Para isso, seria necessário a ajuda do empresariado. O professor explicou que as pessoas têm colaborado. Ele cita como exemplo o material para confeccionar o molde. Ele tem custo estimado de R$ 20 mil. “Um empresário tinha este material e não quis receber nada. Fez doação. Também ofereceu o insumo (polipropileno) para fabricação das peças”, disse.


O protetor facial está sendo distribuído aos profissionais dos hospitais que preencheram um cadastro anteriormente. Entre as informações solicitadas está o número de profissionais de saúde da UTI que lidam diretamente com pacientes acometidos pelo Covid-19.


Outra medida

Semana passada, o Laboratório de Computação Biomédica desenvolveu, em caráter de urgência, uma plataforma de monitoramento remoto para gerenciar os estudos epidemiológicos do novo coronavírus na Paraíba. A solução vai permitir o acesso em tempo real à evolução dos casos e a partir desses dados disponibilizados por meio do acesso remoto o infectologista poderá acompanhar a evolução do quadro de um maior número de pacientes.

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