Projeto propõe que restaurantes sejam obrigados a dar descontos para quem fez bariátrica

Projeto propõe que restaurantes sejam obrigados a dar descontos para quem fez bariátrica

O deputado estadual Wallber Virgolino (Patri) comprou briga com vários donos de restaurante do Estado. Tudo por causa de um projeto apresentado na Assembleia Legislativa. A proposta prevê que as pessoas que tenham feito cirurgia bariátrica tenham direito a descontos de até 50% no valor das refeições. As regras, caso aprovadas, vão valer para os estabelecimentos que servem refeições “à la carte” e também os rodízios. Estes, com obrigatoriedade de oferta do desconto cheio, de 50% para as pessoas que passaram pelo procedimento cirúrgico.

“Os restaurantes e similares que servem refeições “à la carte” ou porções ficam obrigados a oferecer, para pessoas que tenham tido o estômago reduzido por meio de cirurgia ou qualquer outra gastroplastia, meia porção com desconto de 30% a 50% sobre o preço normal da refeição integral”, ressalta o artigo primeiro da proposta. Outro trecho diz que “os restaurantes e similares que servem refeições na modalidade “rodízio” e “festival” ficam obrigados a conceber desconto de 50% no preço das refeições para as pessoas que tenham o estômago reduzido através de cirurgia bariátrica ou qualquer outra gastroplastia”.

O empresário do setor de restaurantes, em João Pessoa, Romeu Lemos, protestou contra a proposta. “Deputado, sua excelência conversou com o setor? Sabe dos nossos custos, da carga tributária estúpida? Sabe que só em João Pessoa fecharam quase 30 bares e restaurantes nos últimos anos? Que em Campina Grande fechou mais um monte? Deputado, sua excelência sabe que um bariátrico come normal? E os veganos, vegetarianos comem até menos, mas por opção de qualidade de vida e pagam normal?”, disse o empresário em publicação no Facebook.

Em contato com o blog, Virgolino procurou se afastar da polêmica. Ele ressalta que tem conversado com a categoria e acredita que o projeto traz uma discussão importante para a sociedade. “Vejo com naturalidade (as queixas). Vejo que o projeto de lei tem seus prós e seus contras. Já sentei com a associação e o sindicato dos bares e restaurantes. A gente já chegou a um acordo e ninguém sairá prejudicado. Acho que a política é isso, uma soma”, disse o parlamentar.

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