Pastor Estevam sugere que presidente fale menos



O pastor da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, Estevam Fernandes, revelou que está ‘triste’ com as polêmicas em torno do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Em entrevista exclusiva ao Polêmica Paraíba sobre os 502 anos da Reforma Protestante e a participação de evangélicos na política, o sacerdote avaliou como positivos alguns resultados econômicos do país, mas opinou que as declarações do presidente atrapalham o governo.

O sacerdote evangélico fez uma avaliação do governo enquanto ‘cidadão’ e avaliou que o presidente precisa ‘falar menos e fazer mais’. “Uma pessoa que é muito polêmica, ela desestabiliza o cenário social. Por mais que ela seja bem intencionada, não se constrói paz com a polêmica. Acho que ele fará um bom governo se alguém chegar nele e disser, ‘presidente, fale menos e faça mais’. Eu tenho vontade de fazer isso, mas não sei se ele recebe. Mas, como o ano ainda não acabou, resta em mim um pouco de esperança. Agora, como cidadão, eu digo a você, ando um pouco triste. O Brasil merecia um tempo melhor”, resumiu o pastor.

Apesar de criticar o temperamento e reprovar as polêmicas em torno do presidente, Estevam Fernandes elogiou iniciativas do governo no campo econômico. “Estou feliz porque algumas coisas estão acontecendo. A Reforma da Previdência, a duras penas, muito mais pelo Congresso do que por ele. Estou feliz porque a gente vê a economia sinalizando alguma coisa que vai acontecer. Acho que ele fala demais. Podia falar menos. Todo dia tem uma coisa. Eu digo, Deus, quando vai ter uma manhã no Brasil sem uma polêmica de Bolsonaro?”, questionou.

Em 2018, o pastor Estevam foi alvo de uma investigação da Procuradoria Regional Eleitoral por ter citado o então candidato Jair Bolsonaro em um culto, ao comentar um debate entre os candidatos à Presidência. “Levamos para o debate três candidatos, Marina Silva, Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro. E questionados sobre suas posições, sobre as questões éticas que envolvem o Brasil, com os temas ideologia de gênero e aborto todos deram suas opiniões, mas o mais claro foi Bolsonaro”, disse na época. Parte dos evangélicos viu a ação judicial como perseguição, já que o pastor apenas havia emitido uma opinião genérica sobre o assunto.

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