Raphaella Brilhante agradece apoio: "Quando me levanto, não estou sozinha"

A médica e ex-esposa do cantor João Lima, Raphaella Brilhante, agradeceu o apoio que recebeu após denunciar que sofreu violência doméstica. João foi preso na segunda-feira (26) e está detido no presídio do Róger, em João Pessoa.

A repercussão começou com vídeos divulgados nas redes sociais no último sábado (24), que mostram as agressões contra a ex-esposa. A vítima denunciou o caso na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no Centro de João Pessoa. Ela também recebeu uma medida protetiva após denunciar o caso à Polícia Civil.

Depois da prisão do cantor, Raphaella Brilhante publicou uma nota nas redes sociais agradecendo o apoio da sociedade, ainda nesta segunda-feira. Segundo a médica, as mensagens e o carinho das pessoas estão a ajudando a superar o momento, e dão sentido "a uma dor que jamais deveria existir".

Raphaella também afirmou que "a dor é imensa", mas disse que se conforta profundamente por saber que a história dela tem "servido de força, coragem e alerta para outras mulheres".

Leia o relato na íntegra:

"Antes de qualquer coisa, eu agradeço a Deus. Agradeço a Deus por ter ouvido o meu pedido de socorro naquele momento. Por ter me permitido estar viva. Por ter me sustentado quando eu achei que não conseguiria sobreviver.

As dores são imensas. A dor é imensa. Eu não estou bem. Tudo ainda dói, no corpo, na alma, na memória. Mas, mesmo em meio a tudo isso, eu tenho sentido algo que me levanta todos os dias: o apoio de vocês. Cada mensagem, cada palavra de carinho, cada gesto de empatia tem sido como uma mão segurando a minha quando eu achei que cairia.

E, aos poucos, eu tenho percebido algo muito forte: quando eu me levanto, eu não estou me levantando sozinha. Eu estou me levantando com uma multidão comigo.

Saber que a minha história tem servido de força, de coragem e de alerta para outras mulheres me conforta profundamente. Dá sentido a uma dor que jamais deveria existir.

Se tudo isso que eu vivi puder salvar outras vidas, despertar consciências ou fazer alguém reconhecer um limite antes que seja tarde, então essa dor não é em vão.

Eu me permito ser instrumento de cura, enquanto, com a ajuda de Deus e de cada um de vocês, o meu próprio corpo e o meu coração também vão sendo curados.

Obrigada por essa corrente do bem. Obrigada por me lembrarem, todos os dias, que eu sobrevivi e que não estou sozinha".

Fonte: G1

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