Nominando se despede do TCE-PB e detalha relação com João Azevêdo

O conselheiro Nominando Diniz se despediu nesta quarta-feira (25), durante sessão do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), ao antecipar sua aposentadoria e abrir vaga para indicação do governador João Azevêdo (PSB). A saída possibilita ao chefe do Executivo estadual indicar o substituto, sendo cotado para o posto o atual secretário de Infraestrutura, Deusdete Queiroga.

Em discurso, Nominando afirmou que já vinha preparando a saída. “Quando eu assumi a presidência agora pela segunda vez, eu disse: ‘Eu estou me preparando para me aposentar. Mas por quê? Porque eu preciso cuidar da minha família’.” Ele citou propriedades rurais em Princesa Isabel e disse que quer dedicar mais tempo aos três filhos e sete netos.

O conselheiro relatou dificuldades financeiras enfrentadas pelo tribunal e detalhou pedido feito ao governador para modernização da estrutura. “Eu perguntei qual era o meu saldo orçamentário livre. Disseram que eu só dispunha de R$ 350 mil. Não dava nem para comprar uma caminhonete”, afirmou.

Segundo ele, foi elaborado um projeto de cerca de R$ 10 milhões para renovação de equipamentos e sistemas. “O governador pediu 15 dias. Com 10 dias ele ligou e disse: ‘Procure Marialvo [Laureano, secretário da Fazenda], que está liberado em três parcelas’.

Nominando também mencionou a recomposição do plano de cargos e salários dos servidores do TCE. “Eles trouxeram um projeto de R$ 30 milhões. Eu fui ao governador e mostrei a necessidade de recompor o plano de carreira”.

De acordo com o conselheiro, o valor foi dividido em três parcelas de R$ 10 milhões, nos anos de 2024, 2025 e 2026, e posteriormente incluído no orçamento do tribunal.

Ao tratar da sucessão, ele relatou que comunicou pessoalmente a decisão ao chefe do Executivo e deixou a indicação da vaga à disposição do governador. “Dessa vez eu não vim pedir nada. Vim dizer que vou me aposentar”, detalhou.

Ele acrescentou que manteve o compromisso firmado e que a escolha do substituto caberá ao governador. “Eu sou um homem que quando digo que o burro morreu, pode queimar a cangalha”, acrescentou.

Na despedida, declarou que encerra o ciclo com tranquilidade. “Eu saio com saudade do Tribunal de Contas, mas saio tranquilo com a consciência do dever cumprido. Se eu não fiz mais, é porque eu não pude.”

Fonte: Maurílio Júnior

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