Nova fase da Xeque-Mate foi pedida ao STJ por Raquel Dodge

Nova fase da Xeque-Mate foi pedida ao STJ por Raquel Dodge

A quarta fase da Operação Xeque-Mate, desencadeada nesta quarta-feira (22), foi pedida pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em João Pessoa e Campina Grande (PB). Os mandados foram determinados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O objetivo é reunir provas de um suposto esquema criminoso envolvendo o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos com o propósito de impedir a construção de um shopping no estado.

Os alvos foram o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Fernando Catão, e dirigentes da Associação de Proteção Ambiental (Apam). A investigação é sigilosa.

Na manifestação em que embasou o pedido das medidas cautelares, a PGR destacou a existência de indícios de que um empresário – a quem interessava impedir a construção do shopping – atuou para que o Tribunal de Contas do Estado suspendesse licença ambiental que havia sido concedida pelo órgão estadual de fiscalização ambiental ao empreendimento.

De acordo com as provas reunidas nas fases anteriores da operação, o empresário interessado na medida administrativa – impedir a construção – chegou a criar uma entidade supostamente de proteção ambiental para barrar a licença. A associação foi usada para apresentar denúncia ao Tribunal de Contas.

Além das buscas e apreensões, o relator do caso no STJ acatou solicitação da procuradora-geral em relação a outras medidas cautelares, que também têm o propósito de recolher provas da atuação criminosa dos envolvidos. Nesta etapa não foi apresentado pedido de prisões.

Leia mais no Jornal da Paraíba

    Compartilhe: