Governo prepara medidas para evitar greve dos caminhoneiros

O governo federal começou a se mobilizar para evitar greve nacional dos caminhoneiros. A categoria tem ameaçado fazer paralisação em meio à alta do diesel.

Nesta quarta-feira (18), o ministro dos Transportes, Renan Filho, vai anunciar medidas para ampliar a fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo do frete para caminhoneiros.

Entre as medidas, também estarão ações para responsabilizar os infratores contumazes. Em aceno à categoria, Renan Filho disse que as medidas têm como intuito sair de um modelo de baixa efetividade para um modelo que vai garantir o cumprimento do preço mínimo do frete para o caminhoneiro.

“Essa é uma defesa concreta do caminhoneiro garantindo remuneração justa pelo cumprimento da tabela, concorrência leal e mais eficiência para a logística do país”, disse pelas redes sociais.

Na terça-feira (17), o governo anunciou um conjunto de medidas que têm sido tomadas para fiscalizar os preços dos combustíveis em todo o país.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), 669 postos de combustível, em 16 estados, 64 distribuidoras e ao menos uma refinaria foram fiscalizadas por uma força-tarefa.

“É importante que a sociedade se envolva, que a sociedade procure o Procon nos seus estados para que a gente possa a cada dia mais fechar o cerco sobre esses crimes contra a economia popular, que afetam o abastecimento e afetam o preço na bomba de combustível para todos os brasileiros”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Após a coletiva, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, foi questionado sobre possíveis medidas caso uma greve se concretize. Em resposta, o ministro disse que “trabalhar com hipóteses não seria adequado nem prudente”.

Greve dos caminhoneiros

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) declarou apoio a uma possível paralisação dos caminhoneiros, assim como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Caminhoneiros de Santos (Sindicam).

Segundo o presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão, uma assembleia com representantes de diversos estados deu aval para a paralisação.

Fonte: Metrópoles

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