Maconha aumenta em 36% risco de câncer de testículo, alerta estudo

Maconha aumenta em 36% risco de câncer de testículo, alerta estudo

Homens que fumam maconha regularmente apresentam maior risco de desenvolver câncer de testículo, de acordo com uma revisão de estudos publicada na semana passada no Journal of the American Medical Association. A pesquisa indica que o consumo a longo prazo pode aumentar em até 36% o risco de desenvolver câncer testicular em comparação com aqueles que nunca utilizaram maconha.

“O uso regular de maconha está associado ao desenvolvimento de tumores de células germinativas testiculares (que dão origem aos espermatozoides)”, explicaram os pesquisadores no estudo. Eles ainda analisaram a relação entre outros tipos de câncer e a maconha, mas disseram que as evidências eram insuficientes para confirmar essa associação.

Câncer de testículo

O câncer testicular é caracterizado pelo aparecimento de nódulos no testículo ou mudanças no tamanho do saco escrotal sem a presença de dor. Outros sintomas associados ao câncer de testículo, incluem: diferença na textura ou tamanho de um testículo para o outro, sensação de peso na região e, em alguns casos, dor intensa. Vale ressaltar que às vezes esses sintomas podem não estar relacionado ao câncer, mas é importante procurar um especialista para identificar o problema.

Leia conteúdos exclusivos e análises profundas para entender o impacto dos acontecimentos na sua vidaOs tumores testiculares correspondem a 5% do total de casos de câncer entre homens, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Apesar de raro, o problema afeta principalmente homens em idade reprodutiva (15 a 49 anos) – sendo que metade dos pacientes tem menos de 35 anos. Especialistas ainda destacam que o câncer de testículo é mais comum em homens brancos.

De acordo com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, a doença é um dos tipos mais tratáveis de câncer e com boas perspectivas de recuperação. Por isso, a qualquer sintoma suspeito, os homens devem procurar o médico, pois o diagnóstico precoce melhora consideravelmente as chances de cura.

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