Inquérito apura suposta recusa do IPC da PB em receber drogas apreendidas pela PRF

Inquérito apura suposta recusa do IPC da PB em receber drogas apreendidas pela PRF

Um inquérito civil público foi aberto pelo Ministério Público Federal para investigar a denúncia de que o Instituto de Polícia Científica (IPC) em João Pessoa rejeitou receber drogas apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) para análises. A abertura do inquérito foi publicado no Diário Eletrônico do MPF desta quinta-feira (6).

De acordo com a publicação, supostamente as drogas apreendidas e registradas pelo Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) feito pela PRF não estão sendo analisados pelo IPC. O inquérito tem o prazo de um ano para conclusão.

O diretor do IPC, Fábio Almeida Gomes, negou que houve qualquer tipo de recusa no recebimento das droga apreendidas pela PRF. Ainda segundo o diretor, não houve notificação oficial sobre a abertura do inquérito.

“Todas as amostras são recebidas, a questão é que como é algo recente o fato da Polícia Rodoviária registrar TCO, por isso pedimos um parecer técnico ao setor jurídico da Secretaria [da Segurança e Defesa Social] para que não haja nenhum problema. Mas de toda forma, recebemos todas as amostras enviadas pela PRF”, explicou.

Fábio Almeida Gomes complementou que as amostras devem ser analisadas após a resposta sobre o parecer jurídico, que foi uma precaução adotada pelo IPC. “Antes só delegados, alguns juízes e promotores, podiam solicitar as análises, recentemente a PRF passou a fazer o mesmo procedimento. Se a solicitação se enquadrar na lei, a gente vai fazer sem nenhum problema”, comentou.

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