Hervázio: ‘Ala não deu motivo para destituição’

Hervázio: ‘Ala não deu motivo para destituição’

O secretário de Esporte do Estado, Hervázio Bezerra (PSB), disse, nesta segunda-feira (19), que o PSB está “atônito” com a disputa interna pelo comando do partido, entre Edvaldo Rosas, até semana passada presidente, e o ex-governador Ricardo Coutinho. O deputado licenciado revelou que procurou o deputado Gervásio Maia e as deputadas Cida Ramos e Estela Bezerra, que encabeçam a ala do ex-governador, para entender a motivação do processo que levou a destituição de Rosas por meio de renúncias de diretorianos.




“Conversei com Cida, Estela, Gervásio, e perguntei qual era o motivo dessa mobilização toda e dessa famosa lista e, infelizmente, nenhum dos três chegou a me dizer ‘não, a motivação é essa’. Tudo na vida carece e depende de uma motivação, ninguém me passou nenhuma motivação para que isso pudesse ocorrer”, admitiu Hervázio ao MaisPB.





O ex-líder do governo Ricardo na Assembleia Legislativa da Paraíba ainda revelou que na primeira interna do PSB depois que o governador João Azevedo tomou posse, em maio, o então presidente Edvaldo Rosas entregou o cargo para Ricardo, que naquele momento recusou.




“Ele [Edvaldo] procurou devolver o partido a Ricardo Coutinho várias vezes. É depoimento dele. Por várias ocasiões e recentemente. Em uma reunião que tivemos no PSB, eu já tinha saído, mas outras pessoas me disseram que Edvaldo Rosas chegou e disse ‘olha, Ricardo, você deve assumir o comando do partido’, Ricardo respondeu que de ‘modo nenhum. Você continua. Você vai continuar’. É uma crise que nos pegou de surpresa. Estamos atônitos”, acrescentou Bezerra.





O auxiliar da gestão Azevêdo evita tomar partido na disputa pelo poder do PSB. Ele aguarda uma posição pública do governador João Azevêdo e do ex-governador Ricardo Coutinho. “É prematuro dizer agora que vou ficar do lado A ou lado B. É uma precipitação. Não sabemos ainda. Não houve uma manifestação ainda pública do governador João Azevêdo, nem do ex-governador Ricardo Coutinho. Não tem cabimento, não há ainda um processo formalizado de divisão. Aí você tem até a obrigação de se posicionar. E eu vou me posicionar. Só não vou me precipitar aos fatos”, concluiu.
MaisPB

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