Governador silencia sobre Operação Calvário 3 e sinaliza a permanência de Livânia

Governador silencia sobre Operação Calvário 3 e sinaliza a permanência de Livânia

O governador João Azevedo preferiu silenciar após a deflagração da terceira fase da Operação Calvário, que executou mandados de busca e apreensão em vários imóveis da secretária Livânia Farias (Administração) e seus parentes, a partir de delação de seu ex-assessor Leandro Nunes Azevedo. João, que se encontra em São Luis (MA) num encontro de governadores, disse que seu foco “é o trabalho”.

Na Assembleia, seu líder, o deputado Ricardo Barbosa (PSB) afirmou que o governador não tem planos, neste momento, de afastar Livânia Farias. Segundo o parlamentar, o fato de ter havia mandado de busca e apreensão em seus imóveis não caracteriza crime, e que João Azevedo prefere aguardar o encerramento das investigações “de forma isentas e imparciais”, para então tomar uma decisão a respeito.

A atitude de extrema cautela do governador, que já começa ser interpretada como de inanição para tomar uma decisão mais altiva, pode não parecer para sua equipe, mas tem repercutido muito mal para os cidadãos, que esperavam uma atitude mais firme, diante de todo escândalo. De efetivo, João decretou intervenção na gestão do Hospital de Trauma e a exoneração de Leandro Nunes.

Três de seus principais auxiliares estão envolvidos nos escândalos. Além de Livânia, também o secretário Waldson de Sousa (Planejamento) e o procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, flagrados num áudio, combinando, supostamente, fraude em licitações. Segundo Gilberto, o áudio existiu, mas a licitação não ocorreu, “portanto não houve qualquer ilicitude”.

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