Gilmar sobre a Lava Jato: “No poder, fechariam o Congresso”



(No UOL) Conhecido crítico dos métodos da Lava Jato, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar afirmou que é preciso "não retirar os méritos" da operação, mas defendeu "combater o crime não se cometendo novos crimes".


Ele se referia às conversas de procuradores da Lava Jato que, para Gilmar, mostram desrespeito à lei.

"Nós aprendemos, vendo esse submundo, o que é que eles faziam. Delações submetidas a contingência, ironizavam as pessoas, perseguiam os familiares para obter o resultado em relação ao verdadeiro investigado, tudo isso que nada tem a ver com o Estado de Direito. Vamos imaginar que essa gente estivesse no poder Executivo, o que que eles fariam? Certamente fechariam o Congresso, fechariam o Supremo."

A declaração do ministro foi concedida durante o programa de entrevistas conjuntas de UOL e Folha de São Paulo, gravado na sexta-feira e lançado neste domingo. A conversa marcou também a reinauguração do estúdio compartilhado pelas duas redações em Brasília.

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