Falta de saneamento básico reflete desigualdades do Brasil e afeta saúde

Falta de saneamento básico reflete desigualdades do Brasil e afeta saúde

Boa notícia: o saneamento básico vem ganhado o seu (merecido) espaço na agenda nacional, em parte devido à aprovação do novo marco regulatório do setor na última quarta-feira (24) pelo Senado Federal.

A lei acaba com a renovação automática dos contratos das cidades com as companhias estaduais, abrindo espaço para a iniciativa privada, o que deve trazer dezenas de bilhões de reais em investimentos nos próximos anos.

Os contratos só poderão ser renovados quando o munícipio tiver atingido certos parâmetros como a distribuição de água para 90% da população e o acesso a esgoto tratado para 60% dos moradores. Hoje, só 6% das cidades atendem esses requisitos, segundo um levantamento do Ministério da Economia.

DesigualdadesA situação do saneamento é dramática no Brasil. Hoje, apenas um em cada dois brasileiros têm acesso à coleta e tratamento de esgoto. Mas da mesma forma que em áreas como educação e saúde, o número médio esconde grandes desigualdades regionais.

Dados oficiais levantados por EXAME mostram o tamanho da variação nos dados de população com coleta de esgoto de 2018. Nenhum estado nordestino passa da faixa dos 40%, por exemplo, embora a Bahia chegue perto.

Santa Catarina, um dos estados mais ricos do país, não chega sequer a 30% neste quesito enquanto o vizinho Paraná passa dos 70%, número próximo de Minas Gerais e Paraná.

Leia mais na Exame.

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