Embrapa Algodão intensifica desmonte do centro de pesquisa em Campina Grande

Embrapa Algodão intensifica desmonte do centro de pesquisa em Campina Grande

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (SINPAF) veio a público denunciar o desmonte da Embrapa Algodão, em Campina Grande, intensificado recentemente com o fechamento do Laboratório de Fibras e Fios.



A Unidade é destaque no Brasil e nos fóruns mundiais quando o assunto é a cultura do algodão colorido e pesquisas avançadas da fibra desse produto.




O algodão tem ressurgido nas últimas décadas em todos os estados do Nordeste, como uma das principais fontes econômicas.




O crescimento de muitas cidades do sertão nordestino está diretamente relacionado à produção de algodão, que alcançou o auge na década de 1970.




Em Campina Grande e região, por exemplo, há um conglomerado de empresas têxteis de alta expressividade, além de diversos artesãos que acessam o conhecimento gerado nos laboratórios da Embrapa e exportam o produtos para outros Estados e diversos países.




A Unidade Embrapa Algodão atende diversos parceiros do setor produtivo envolvendo pequenos, médios e grandes produtores, além da indústria.




Mais de 30 instituições de pesquisa e de ensino inseridas no polo de inovação de Campina Grande e região também são beneficiadas.




Mesmo com toda contribuição que tem dado ao setor e à sociedade, o atual chefe-geral interino da Unidade, Liv Soares Severino, vem promovendo o desmonte silencioso do centro de pesquisa e, agora, propõe o fechamento do Laboratório de Fibras e Fios da Embrapa Algodão.




Próximo de deixar o cargo, Severino iniciou um processo interno para cessão de equipamentos importantes do laboratório e de um dos seus pesquisadores para uma Associação de Produtores em Goiás.




Além de retirar essa importante atividade de uma instituição pública, isso resultará no enfraquecimento das pesquisas sobre o algodão na Paraíba.




De acordo com os pesquisadores da Unidade, esse laboratório é essencial para avaliar a qualidade das fibras de algodão e dos experimentos de campo.




Além disso, existe o risco de informações sigilosas da pesquisa serem divulgas ou apropriadas por terceiros.





Mas quais seriam as verdadeiras razões das mudanças na Embrapa Algodão? A quem interessa essa desarticulação estrutural? Certamente, não aos interesses da sociedade brasileira, que é beneficiada pela pesquisa pública.




É imprescindível que todo brasileiro esteja atento ao processo de desmonte que está acontecendo na Embrapa, nas demais empresas públicas e no País.




Assistir e aceitar passivamente a entrega do patrimônio público resultará em danos irreparáveis para o Brasil.



Paraibaonline

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