Em delação, Livânia diz que pagou mensalão a nove deputados

Em delação, Livânia diz que pagou mensalão a nove deputados

A ex-secretária de Administração do Estado, Livânia Farias, revelou em delação premiada a existência de um mensalão pago a deputados estaduais paraibanos. O esquema teria ocorrido entre os anos de 2013 e 2014 e teria beneficiado nove parlamentares. A -compra- do apoio teria ocorrido para que as matérias do governo pudessem passar na Casa. Na época, o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) tinha o apoio de apenas seis dos 36 deputados estaduais.

A lista dos deputados contemplados incluiria Adriano Galdino, Branco Mendes, Tião Gomes, João Gonçalves, Márcio Roberto, Antônio Mineral, Doda de Tião, Eva Gouveia e Lindolfo Pires. A entrega dos recursos teria ficado a cargo do empresário Roberto Santiago. Tudo começou, segundo Livânia, após uma reunião com o empresário, que questionou a falta de habilidade do governo para lidar com os deputados.

Livânia Farias atribuiu ao empresário a sugestão de que se adoçasse a boca dos parlamentares. Ele teria assumido o compromisso de que faria a entrega do dinheiro, desde que Livânia fizesse os repasses para ele. A ex-secretária alega que, com isso, passou a pegar entre R$ 250 mil e R$ 280 mil, todos os meses, para entregar a Santiago. Caberia ao empresário fazer os repasses que variavam entre R$ 30 mil e R$ 50 mil. Márcio Roberto, por ser da oposição, teria sido o mais beneficiado.

Isso teria ocorrido até 2014 e não se repetiu a partir de 2015, no novo mandato de Ricardo Coutinho. O dinheiro teria como origem os repasses de propina da Cruz Vermelha. Livânia diz que todos os meses a instituição que administrava o Hospital de Trauma passava o recurso a título de propina.

Livânia diz que quando atrasava o pagamento, recebia cobranças dos parlamentares. Os que teriam demonstrado maior impaciência com as cobranças era Antônio Mineral, Branco Mendes e Adriano Galdino, além de João Gonçalves. A informação, no entanto, vem causando revolta entre os deputados, principalmente Adriano Galdino. Este último alega que a informação é falaciosa.

Galdino alega que nunca recebeu o dinheiro e ainda reossalta que no período alegado por ela, ele não esteve na Assembleia. O presidente da Assembleia alega que entre 2012 e 2014, ele ocupava o cargo de Secretário chefe de Governo.

Leia mais no Jornal da Paraíba 

    Compartilhe: