Calvário: um dia após operação, João exonera Ivan Burity, Aléssio Trindade e Arthur Viana

Calvário: um dia após operação, João exonera Ivan Burity, Aléssio Trindade e Arthur Viana

Um dia após a operação Calvário sair às ruas, na sua quinta fase, o governador João Azevêdo (PSB) tornou pública a exoneração de todos os secretários suspeitos de envolvimento no esquema de desvio de recursos públicos. A edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (10) trás as exonerações de Ivan Burity (Executivo de Turismo), Aléssio Trindade (Educação) e Arthur Viana (Imeq). Os três foram apontados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, de terem atuado direta ou indiretamente em esquema de cobrança e recebimento de propinas de empresas fornecedoras do governo da Paraíba.

Em nota, ainda na quarta-feira, o João Azevêdo determinou a intervenção em dois hospitais que teriam sido alvos do esquema criminoso. “O Governo do Estado, diante do ocorrido nesta quarta-feira (9) e visando preservar as instituições e manter os serviços hospitalares com o devido atendimento à população, determinou a intervenção nos hospitais Metropolitano de Santa Rita e o Regional de Mamanguape, ao mesmo tempo que decidiu pelo afastamento imediato de todas as pessoas responsáveis pela administração da Organização Social citada nesta nova etapa da Operação Calvário”.

Vale ressaltar que em relação ao afastamento dos servidores das instituições, a decisão do governador apenas cumpre o que foi determinado pela Justiça, em decisão do desembargador Ricardo Vital de Almeida. Os afastados são do diretor administrativo do Hospital Geral de Mamanguape, Eduardo Simões Coutinho, preso durante a operação, além do diretor administrativo do Hospital Metropolitano, Henaldo Vieira da Silva; da diretora jurídica, Giovana Araújo Vieira, e do diretor financeiro, Mario Sérgio Santa Fé da Cruz. O primeiro é acusado de ter atuado em nome do mandatário da Cruz Vermelha Brasileira, Daniel Gomes da Silva, no recebimento de propinas.

Henaldo, Giovana e Mário são investigados pelo cometimento do crime de falsificação de documento público, consubstanciado na adulteração de Termo de Referência que ensejou a contratação da empresa DIMPI Gestão em Saúde Ltda para prestar serviços de imagens no Hospital Metropolitano de Santa Rita. Em relação a Eduardo Coutinho, ele teria recebido dinheiro de propina de fornecedores no Ipcep em nome de Daniel, a exemplo das vantagens indevidas entregues por José Aledson de Sousa Moura, proprietário de fato da Total LAB.

A intervenção sobre os hospitais administrados pelo Instituto de Psicologia Clínica Educacional e Profissional (Ipcep) ocorre meses após o credenciamento e a contratação da Organização Social para administrar as instituições de saúde. Isso ocorreu mesmo após a atuação dela ter sido alvo de denúncias pelo Ministério Público da Paraíba no início do ano.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão e 25 de busca e apreensão durante a quinta fase da operação Calvário. A ação autorizada pela Justiça contou com a participação de Gaeco, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Controladoria-Geral da União. Entre os presos estão Ivan Burity, Eduardo Simões Coutinho e o empresário Jardel Aderico da Silva, da Inteligência Relacional.

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