Calvário: Gaeco encontra entre suspeitos rastros da movimentação de altas somas em dinheiro

Calvário: Gaeco encontra entre suspeitos rastros da movimentação de altas somas em dinheiro

Os mandados de busca e apreensão cumpridos no bojo da terceira etapa da operação Calvário encontraram indícios de altas movimentações em dinheiro em espécie. As fitas trazem a marca do Banco Safra. Elas foram encontradas no endereço da servidora estadual Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro, no Costa e Silva. Vizinhos relataram ao repórter Danilo Alves, da TV Cabo Branco, que viram movimentações constantes de carros e malotes no endereço há uns 10 dias. Investigadores do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), acreditam que os vestígios apontam para a movimentação intensa de dinheiro no endereço. Ela é lotada na Procuradoria Geral do Estado (PGE).

A terceira etapa da operação Calvário foi desencadeada na manhã desta quinta-feira (14) e cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços de dez pessoas, todas próximas à secretária de Administração do Estado, Livânia Farias. Além dela, foram alvos o marido, Elvis Rodrigues Farias; os irmãos Haroldo Rivelino da Silva, e Haller Renut da Silva; os sobrinhos Gabriella Isabel da Silva Leite, Lucas Winnicius da Silva Leite e Carlos Pereira Leite Júnior (Koloraú Júnior), além dos servidores públicos Keydson Samuel de Sousa Santiago (dirigente do Hospital de Trauma), Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro (da PGE) e Josildo de Almeida Carneiro (motorista). Os mandados estão sendo cumpridos em João Pessoa, em Sousa e no Estado do Rio de Janeiro.

A ação investiga a atuação de uma organização criminosa supostamente comandada por Daniel Gomes da Silva. O grupo é acusado de desviar recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e peculato, através de contratos firmados por meio da Cruz Vermelha Brasileira filial Rio Grande do Sul (CVB-RS) e do Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (IPCEP) com o governo da Paraíba. As duas instituições administraram recursos públicos da ordem de R$ 1,1 bilhão entre 2011 e 2018. As duas instituições administram os hospitais de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, Metropolitano Dom José Maria Pires e o Regional de Mamanguape. Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, presidente da Primeira Câmara Criminal relator do processo.

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