Israel decide limitar entrada de ajuda humanitária em Gaza após Hamas não devolver corpos de reféns

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Israel decide limitar entrada de ajuda humanitária em Gaza após Hamas não devolver corpos de reféns

Israel avisou à ONU que decidiu limitar a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza depois que o grupo terrorista Hamas não devolveu os corpos de todos os reféns mortos após o ataque de 7 de outubro de 2023. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters nesta terça-feira (14).

O governo israelense permitirá a entrada de apenas 300 caminhões de ajuda humanitária —metade do número previamente acordado— em Gaza a partir de quarta-feira, e que nenhum combustível ou gás será autorizado a entrar no território, exceto para necessidades específicas relacionadas à infraestrutura humanitária, segundo uma nota vista pela Reuters e confirmada pela ONU.

Na nota, o governo israelense afirmou que as restrições serão impostas porque "o Hamas violou o acordo da entrega dos cadáveres do reféns".

Três autoridades israelenses confirmaram à Reuters que o país vai manter fechada a passagem de Rafah, na fronteira entre o Egito e a Faixa de Gaza. A região é a principal porta de entrada de ajuda humanitária no sul do território palestino.

A Reuters informou ainda que a passagem de Rafah deve permanecer fechada, pelo menos, até quarta-feira (15). As autoridades não informaram por quanto tempo a medida vai durar.

As autoridades disseram que o Hamas descumpriu o acordo de cessar-fogo assinado na semana passada, no qual o grupo se comprometeu a libertar todos os 48 reféns que estavam em Gaza, incluindo os corpos de 28 vítimas.

Na segunda-feira (13), o Hamas libertou 20 reféns vivos e entregou os corpos de outras quatro vítimas. O grupo havia pedido mais tempo para a devolução dos demais corpos, alegando não saber onde estão os restos mortais.

Após a assinatura do cessar-fogo, a Turquia anunciou a criação de uma força-tarefa para buscar os corpos que continuam desaparecidos na Faixa de Gaza. A operação deve contar com o apoio dos Estados Unidos e de Israel.

Fonte: G1

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