Ri Happy pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827 milhões em dívidas

Brasil

A Ri Happy, uma das principais redes de lojas de brinquedos do Brasil, pediu recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 827 milhões em dívidas. A medida busca reorganizar os compromissos financeiros da empresa por meio de negociações com credores, em uma tentativa de aliviar a pressão sobre o caixa e preservar a continuidade das operações.

Diferentemente da recuperação judicial, a recuperação extrajudicial é realizada por meio de um acordo negociado entre a empresa e parte de seus credores, que pode ser submetido à homologação da Justiça para produzir os efeitos legais previstos.

O objetivo é estabelecer novas condições de pagamento, que podem incluir prazos maiores e outras mudanças nas obrigações financeiras, conforme os termos negociados.

A iniciativa ocorre em meio aos desafios enfrentados pelo varejo brasileiro, setor pressionado por fatores como juros elevados, custo do crédito e mudanças no comportamento dos consumidores.

O pedido de recuperação extrajudicial, por si só, não significa o encerramento das atividades da rede. A continuidade das operações dependerá da evolução das negociações e da capacidade da companhia de reequilibrar sua situação financeira.

Os detalhes sobre os credores envolvidos, as condições propostas para o pagamento das dívidas e o cronograma de renegociação devem ser acompanhados conforme a divulgação de informações oficiais pela empresa.

O pedido foi protocolado no domingo (18) e envolve também a PBKids e outras empresas ligadas ao grupo. Credores que representam R$ 308,8 milhões em dívidas já haviam aderido ao plano, segundo informações divulgadas pela imprensa. O processo ainda dependia de decisão judicial.

A rede foi adquirida integralmente pela BluSun Capital Partners em agosto de 2026. Mesmo diante da renegociação, a companhia informou que as lojas físicas e os canais digitais continuam operando normalmente, com foco nas vendas da Black Friday e do Natal.

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