Mesmo com subsídios do governo, inflação dos combustíveis quase dobra em relação a 2025

Brasil

A inflação dos combustíveis no Brasil acumula alta de 4,49% nos nove primeiros meses de 2026, quase o dobro da variação registrada durante todo o ano de 2025, quando o aumento foi de 2,30%. O avanço ocorre mesmo com medidas do governo federal para conter os preços, incluindo desonerações tributárias e subsídios à produção e à importação de combustíveis.

A pressão sobre os preços está relacionada, entre outros fatores, à alta do petróleo no mercado internacional e às tensões geopolíticas no Oriente Médio, que elevaram os custos de abastecimento e aumentaram a necessidade de intervenção do governo para reduzir o impacto sobre os consumidores.

Governo amplia medidas para conter os preços

Em outubro, o governo federal anunciou a ampliação de medidas para tentar frear a alta dos combustíveis. Entre elas estão a redução dos tributos federais sobre a gasolina, a manutenção da desoneração do etanol e o reforço dos subsídios ao diesel importado.

A redução tributária sobre a gasolina passou a representar R$ 0,89 por litro, enquanto o etanol hidratado manteve desoneração equivalente a R$ 0,19 por litro. Para o diesel importado, foi anunciada uma subvenção adicional de R$ 1,40 por litro, além dos R$ 2,12 por litro previstos anteriormente. As medidas têm caráter temporário e foram justificadas pelo governo pela necessidade de enfrentar a alta internacional dos preços.

Alta ainda chega ao consumidor

Apesar dos incentivos, os preços continuaram pressionando o orçamento dos brasileiros. Em setembro, o grupo de transportes registrou alta de 0,89% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com aumentos na gasolina, no etanol e no óleo diesel, segundo o IBGE.

No mês, a gasolina subiu 1,21%, o etanol teve elevação de 3,16% e o diesel avançou 1,69%. Os dados mostram que, mesmo com as medidas de contenção, os combustíveis permanecem sujeitos às oscilações do mercado e aos custos de distribuição e comercialização.

A continuidade da pressão sobre os preços representa um desafio para a política econômica, já que os combustíveis influenciam diretamente o custo do transporte de passageiros e mercadorias e podem contribuir para o encarecimento de outros produtos e serviços.

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