Moro deveria ser preso preventivamente, diz crítico da Lava Jato

Moro deveria ser preso preventivamente, diz crítico da Lava Jato

Crítico da Lava Jato e defensor de investigados pela operação, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, afirmou neste domingo (27) que a relação do juiz Sergio Moro com o advogado Carlos Zucolotto Junior deveria ser interpretada como crime de obstrução de Justiça e "com prisão preventiva decretada com certeza".


O criminalista faz o ataque irônico contra o juiz federal em referência à reportagem da Folha de S.Paulo deste domingo (27). Segundo a publicação, o advogadoRodrigo Tacla Duran, que trabalhou para a Odebrecht de 2011 a 2016, acusa Zucolotto Junior, amigo de Moro, de fazer negociações com a força-tarefa daLava Jato.

Zucolotto é amigo pessoal de Sérgio Moro e, segundo a Folha, foi padrinho do casamento do juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba e sócio da mulher de Moro, Rosângela Wolff. Moro diz que acusação de advogado é "absolutamente falsa".

Segundo Kakay, Moro deveria ser preso preventivamente atendendo aos critérios da "República do Paraná". "Se o tal Deuslagnol [o advogado se refere ao procurador Deltan Dallagnol] não usaria a imprensa e a rede social para expor estes fortes "indícios" que se entrelaçam na visão punitiva. Devemos continuar dando a eles a presunção de inocência, mesmo sabendo que eles agiriam de outra forma", disse Kakay.

O amigo de Moro teria pedido 1/3 de honorários em pagamentos "por fora", segundo o ex-advogado da Odebrecht, para ajudar a diminuir a pena e a multa estipuladas no acordo de delação premiada.

Tacla Duran foi acusado de lavagem de dinheiro e de formação de organização criminosa pelo Ministério Público Federal. O advogado tentou fazer delação premiada, mas as negociações fracassaram

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