ALPB pune com demissão o irmão de Pedro Coutinho, preso na operação Parcela Débito

ALPB pune com demissão o irmão de Pedro Coutinho, preso na operação Parcela Débito

O advogado Carlos Alberto de Araújo Coutinho foi demitido pela Assembleia Legislativa. O desligamento, em ato assinado pelo presidente do poder, Gervásio Maia (PSB), é reflexo da acusação do envolvimento dele em esquema de corrupção no Instituto de Previdência de João Pessoa (IPM). Ele chegou a ser preso durante a operação Parcela Débito, desencadeada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), em parceria com a Polícia Civil e a Controladoria Geral do Município (CGM). As investigações abrangeram o período entre 2012 e 2017. O esquema, de acordo com a apuração, teria rendido prejuízo de aproximadamente R$ 25 milhões a erário no período. O órgão foi comandado em praticamente todo este tempo pelo ex-vereador Pedro Coutinho, irmão de Carlos Alberto e falecido em maio deste ano.




De acordo com o coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Octávio Paulo Neto, o esquema funcionava com a inserção de benefícios irregulares nos contra-cheques dos pensionistas, porém, o dinheiro a mais não chegava ao seu destino. A ordem de pagamento seguia com o valor correto para o beneficiário e o restante era desviado para contas específicas, de pessoas que integravam o esquema. Pelo menos 13 das 20 pessoas com mandado de prisão expedidos são servidores efetivos da prefeitura. O esquema contava com a participação de servidores, ex-servidores e pessoas alheias à administração pública. Só parte dos destinatários dos “benefícios” tinham conhecimento do esquema.



 
A atuação de Pedro Coutinho no esquema era peça chave, de acordo com a apuração. As investigações indicaram a existência de um esquema familiar, envolvendo vários membros da família Coutinho. Além de Carlos Alberto, são acusados de envolvimento os filhos de Pedro Coutinho: Angélica Raquel Coutinho Moreno, Luiz Alberto Moreira Coutinho Neto e Pedro Alberto de Araújo Coutinho Filho. Dos quatro, apenas o último não teve mandado de prisão expedido. Todos, no entanto, respondem ao processo movido pelo Ministério Público. Áudios em poder dos investigadores mostraram como o grupo atuava para implantar benefícios que, efetivamente, não eram depositados na conta dos pensionistas.




A atuação dos três ex-presidentes do IPM é investigada pelo Ministério Público. Além de Pedro Coutinho, são suspeitos Cristiano Henrique e Moacir Tenório. O primeiro foi conduzido coercitivamente durante a operação, enquanto o segundo chegou a ser preso. A cronologia no comando do IPM, órgão sempre disputado pelos políticos, mostra que o cargo foi comandado por Pedro Alberto Coutinho de 2008 a 2012, quado ele saiu em abril para disputar a reeleição para o cargo de vereador. No lugar dele, assumiu Cristiano Souto, que esquentou o lugar até dezembro do mesmo ano. A partir de 2013, já reeleito, Pedro Coutinho voltou ao cargo e ficou até abril de 2016, novamente para disputar a reeleição. No lugar dele assumiu Moacir Tenório, que ficou até dezembro de 2016. Não houve retorno de Coutinho para o cargo no início deste ano. Os três se revezaram no comando do cargo nos governos de Ricardo Coutinho (PSB), Luciano Agra (já falecido) e Luciano Cartaxo (PSD, atual prefeito).



Blog do suetoni 

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