A população ainda paga a conta da Copa da Roubalheira



Há três anos, no Estádio do Itaquerão, em São Paulo, o mundo ouviu o apito inicial do jogo de abertura da Copa de 2014. Sem pressentir a derrota por 7 a 1 contra a Alemanha, os brasileiros ainda sonhavam não apenas com o hexacampeonato, mas também com a conclusão das obras de mobilidade urbana e infraestrutura que, segundo os governantes, estavam atrasadas mas seriam finalizadas a tempo.

Neste junho de 2017, a realidade é desoladora. Além das obras que não saíram do papel, os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal abrigam dezenas de outras que são investigadas na Justiça por terem sido superfaturadas ou que, passados menos de 36 meses, imploram por reparos urgentes.

Em Mato Grosso, como atesta uma reportagem de Rodrigo Vargas publicada no site O Livre, o pacote das principais promessas continha 32 projetos. Destes, 18 não foram entregues. O caso mais notório envolve as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Orçado inicialmente em R$ 1,4 bilhão, o VLT já consumiu R$ 1,06 bilhão sem rodar um único milímetro. Nas contas do governo, são necessários mais R$ 922 milhões.

O que acontece no Centro-Oeste se repete no restante do país. Políticos e empresários corruptos ganharam milhões com a construção de algumas das arenas mais caras do mundo ─ todas subutilizadas ─ ou projetos que morreram sem ter nascido. A população ainda paga a conta da Copa da Roubalheira.

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